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O papel do design da informação na curadoria digital de sistemas memoriais: Um estudo do Museu da Pessoa



Fazeres pós-custodiais em ambiência digital de tradicionais Instituições da Informação, como arquivos, bibliotecas e museus, exigem novos saberes e novas representações padronizadas de dados. Tais dados devem convergir com linguagens computacionais que os traduzam para efetivas interoperabilidades entre sistemas para o armazenamento, a preservação, o acesso e compartilhamento da informação em processo de Curadoria Digital. No Museu da Pessoa, observa-se a convergência do Design da Informação (DI) com demais sistemas complexos, como a Curadoria Digital e a Ciência da Informação, para a construção intencional de memórias de pessoas ou comunidades na Web 2. 0. Atores informacionais que interagem nas interfaces das ambiências digitais destas instituições atuam como designers da informação. Os agentes institucionais devem capacitar-se para ações que justapõem disciplinas a fim de minimizar o risco de obsolescência digital e valorização das informações, idealmente armazenadas em repositórios digitais confiáveis para seu aceso e preservação a longo prazo.

O estudo observa o papel do DI no processo de Curadoria Digital do Museu da Pessoa. O objetivo geral da pesquisa é descrever como o DI, definido em e para sua Curadoria Digital, estrutura e organiza as interfaces Homepage e Conte sua História (CSH) do portal do Museu e das páginas Principal e Nova História da base de dados. Ao objetivo geral da pesquisa, somam-se os objetivos específicos: levantar as transformações tecnológicas do Museu desde sua origem (1991); conhecer como se desenham e se apresentam os conteúdos informacionais em interfaces do seu ambiente digital a partir de suas Homepage (back-end e front-end); identificar convergências de linguagens e interoperabilidades entre o subsistema e sistemas digitais, recursos de DI previstos em Curadoria Digital; verificar as implicações do DI nas interações entre sujeitos e o ambiente digital do Museu e reconhecer o papel do DI nos processos contínuos e interativos do ciclo de vida da Curadoria Digital do Museu.

A pesquisa descritiva parte de exploração por observação participativa indireta em livros, dissertações, artigos acadêmicos e sites; e observação participativa direta ou etnografia virtual para imersão e verificação do princípio de mutualidade sujeitoambiente. Justifica-se por contribuir para o entendimento epistemológico, acadêmico e transdisciplinar do Museu e por dar um passo necessário em direção à compreensão técnico-científica sobre como o DI prevê convergências de linguagens, codificações multimodais e interoperabilidades entre sistemas. Do ponto de vista político-social, a descrição do processo de Curadoria Digital do Museu da Pessoa poderá servir de modelo a sistemas memoriais que objetivem a socialização da informação mediada por Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Destaca que no acervo do Museu, resultante de emergências bottom-up facilitadas por simulacro top-down (DI), o fato museal, memórias intangíveis, representam-se por  metadados (DI). Descreve o papel estruturante do DI em camadas visíveis e invisíveis do sistema digital; bem como organizador da apresentação e representação de informações previstas em e para a Curadoria Digital. Observa possíveis atualizações na Curadoria Digital do Museu para que o acesso e compartilhamento da informação possa ser garantia de sua preservação a futuras gerações.

 

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